Às vezes eu sou incerta demais. Quase
toda vez, eu sei. Mas isso não quer dizer que não te amo. Isso não significa
que todas as palavras ditas foram em vão, ou que você deixou de ser o motivo
principal do meu sorriso matinal. Na verdade toda essa confusão só me faz ter
mais certeza sobre você, sobre nós. Eu ainda me pego sorrindo com a mesma cara
de boba cada vez que dizes o quanto eu sou especial, mesmo que seja só pra
levantar a moral no momento; ainda sinto as batidas do coração acelerarem
quando usas as palavras certas pra dizer o que sentes por mim; ainda penso o
quanto esse amor... Esse amor todo que parece não ter fim, é o mais certo, e o
quanto isso é louco, mas você me faz crer que existe amor certo e eu o encontrei.
Eu lembro todos os dias que esqueci como é a vida que não seja ao teu lado... e
como esqueci rápido. Paradoxal. Você ainda é minha única certeza.
Mas esse meu jeito meio perdido é
tudo culpa do medo. Sou segura por necessidade, me faço segura. Mas tremo por
dentro, morro de medo. Medo do que é certo, medo do que já foi e do que pode
estar por vir. Medo da gente também, por que não? Quem é que não tem medo nessa
vida? Quem é que não titubeia de vez em quando pra tomar uma decisão?
Eu corro de mim e você se precipita
por nós. O que fazer, amor? Eu sei lá... só sei que apesar de tudo eu não vou
desistir, não quero desistir. Somos nós, sempre fomos e sempre seremos. Não há
antes de nós. Nem pra mim nem pra você. Esse é o nosso agora. É o que nós temos
e é pelo que vamos lutar. Segura na minha mão e me faz acreditar que a minha
incerteza tem solução.