segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
B de Bis (2)
As primeiras gotas de mais uma chuva começam a pintar na janela do ônibus um ar de fim de tarde. De fim. No lado oposto eles conversam e riem e comem qualquer coisa pra se distrair nas últimas horas. Ela observa. Sorri internamente. Lembra dos últimos dois dias já com uma saudade gostosa.
10 pessoas numa casa e um mesmo objetivo... Luz, câmera e, principalmente, ação. "Dar vida a um ser fictício", ela ouvira uma vez sobre o papel de um ator, mas sempre se questionou sobre como dar vida a alguém se você estiver sem vida. E estar sem vida pode querer dizer muitas coisas. Mas naqueles dias nada disso precisou fazer sentido. Foi simples e, ainda que imperfeito, uma coisa fazia todos continuarem... paixão!
Entre risos, discussões, repetições, um nascimento. Vários (re)nascimentos. Ali, entre eles e a janela, a felicidade tomou conta como as gotas da chuva que estampavam a tarde. Leve. Em paz. O fim é relativo quando se vê muitos caminhos em frente. E no fim das contas, dar vida a alguém já não parecia tão difícil, pois naqueles dois dias eles deram vida a ela.
"Se sintam bem" - que isso vá pra vida.
Assinar:
Postagens (Atom)
