Recomeçar. Palavrinha difícil essa. E nem tem a ver com escrita ou pronúncia... difícil de fazer. Recomeçar é trabalhar com o diferente e o diferente é assustador. Recomeçar é usar o passado a nosso favor; trilhar um novo caminho mesmo quando se está no meio de um outro; apagar e fazer de novo; riscar por cima; enxugar as lágrimas e sorrir de novo. Recomeçar é remexer no baú e colocar cada coisa no seu lugar.
É claro que eu tive medo. Quase desisti, mas algo me motivou a isso. Escrever sempre foi libertador, sempre foi as minhas asas. Escrevendo enlouqueci. Escrevendo sonhei. Pendi como anjo em busca da lua no céu e no mar. Há quem diga que não passei de palavras jogadas no papel. Há quem acredite que existi. Sim, existo. Como Ismália que precisa descobrir mundos através do luar, eu existo. E voltei, recomeçando, me refazendo, juntando os retalhos das histórias que conheci pelos mundos que atravessei. Voltei pra recriar, ser Ismália novamente.
Ser um pouco poeta e um pouco louca, porque disso eu não quero ser livre.
Ser um pouco poeta e um pouco louca, porque disso eu não quero ser livre.
