Foi e não foi por acaso. Ele chegou, ela estava disposta. Como é mesmo aquela estória? "Os opostos se distraem, os dispostos se atraem". Pois é, foi quase assim. Ele discreto a passos curtos e ela exagerada, ocupando todos os espaços. Ele tinha uma mochila na costa e um milhão de segredos. Ela, um sorriso no rosto e sonhos, grandes sonhos. O que tinham em comum? Um tesouro e o desejo de alguma vitória, afinal uma vitória é necessária depois de tantas decepções. E ela, que estava disposta. Ele eu jamais vou saber. Mas ela... depois de dias a fio trocando cumplicidade e semelhanças surpreendentes, acordava esperando um "bom dia" que fosse; prendia os cabelos imaginando o que ele diria; escolhia as roupas tentando encontrar o ponto certo do agrado dele. Foi rápido demais. Intenso.
Ele não era perfeito, não chegou de cavalo branco e brasão no peito. Mas era ele, sabe? Há algumas semanas era só ele. Descobrir um amor na madrugada não era o sonho de ninguém, mas era agora o tesouro deles. Opa, quase esqueço o tesouro.
Ambos sabiam como ninguém, domar as palavras. Imagina só, dois domadores de palavras. É claro que ele tinha mais habilidade, domava como um maestro que rege a orquestra mais coesa e encantadora. Ela perdera as palavras num caminho que não sabia direito qual era e pra isso ele estava ali, disposto também, a guiá-la pelo caminho de volta. Ela tinha medo enquanto ele era recheado de grandes coragens. Opostos dispostos. Se atraíram.
Mas o destino é traiçoeiro e não prevê finais felizes pra amores imprevistos, inconsequentes. Talvez se realizasse, talvez não. Quem sabe os dois sentissem o mesmo e só faltasse a chance de dizer. Como saber? Só se sabe que se encontraram de vez em quando por aí, em meio algumas tempestades. Mas como exímios domadores de palavras, a vida para eles não se resumia a alguns esbarros de meio de caminho, a vida fazia mais sentido quando frases e versos se sobrepunham aos olhares, quando o sentimento passeava pelas entrelinhas do texto.
Ouvi dizer nas minhas andanças, que um dia o pôr-do-sol se fez diferente, e bem ali pertinho dele estavam um casal com papel e caneta, trabalhando duramente para transformar em arte o que apenas parecia mais um dia. Desse dia nasceram um poema e uma crônica, fruto de um amor de improviso num fim de tarde qualquer, num fim de sol. Foi e não foi por acaso.
Mas o destino é traiçoeiro e não prevê finais felizes pra amores imprevistos, inconsequentes. Talvez se realizasse, talvez não. Quem sabe os dois sentissem o mesmo e só faltasse a chance de dizer. Como saber? Só se sabe que se encontraram de vez em quando por aí, em meio algumas tempestades. Mas como exímios domadores de palavras, a vida para eles não se resumia a alguns esbarros de meio de caminho, a vida fazia mais sentido quando frases e versos se sobrepunham aos olhares, quando o sentimento passeava pelas entrelinhas do texto.
Ouvi dizer nas minhas andanças, que um dia o pôr-do-sol se fez diferente, e bem ali pertinho dele estavam um casal com papel e caneta, trabalhando duramente para transformar em arte o que apenas parecia mais um dia. Desse dia nasceram um poema e uma crônica, fruto de um amor de improviso num fim de tarde qualquer, num fim de sol. Foi e não foi por acaso.
