terça-feira, 29 de setembro de 2015

"És um senhor tão bonito..."



Já faz alguns dias desde o teu último “eu te amo”, desde o nosso abraço apertado na parada de ônibus e aquele olhar que diz muito sem nada dizer. Faz algum tempo desde que acordamos juntos e sorrimos de leve, amanhecendo um no outro, e logo depois rindo dos cabelos arrepiados mutuamente. Faz tempo que não jogamos risos no vento e curtimos o “não fazer nada” juntos. Algumas semanas passaram desde que te ouvi empolgado fazendo planos pra comprar aquele boxe da trilogia que tu amas. Faz um tempo também desde nossa última foto juntos – a favorita, diga-se de passagem – e daquele dia que eu daria tudo pra se repetir mil vezes. Contei no calendário 9 dias que comemos nossa pizza preferida e ele me contou de volta que faz 10 meses da nossa primeira conversa. Quanto tempo né? Muito, você diria. Mas não disse porque faltou tempo. Ele que é dono de tantas das nossas histórias, agora é uma das armadilhas entre nós. Mas apesar de tanto – ou pouco – tempo, certas coisas nunca mudam. Ainda chego depois de um dia de cão pensando em te ligar pra falar “aleatoriedades”. Continuo falando de ti quase que 10 vezes por dia, porque tudo que é bom me faz lembrar de ti. As pessoas ainda perguntam por que tu estás sumido e isso me faz viajar num mar de saudade pra responder. E eu ainda me derreto completamente ao ver nosso porta-retrato na mesa e me deparar com o teu sorriso... foi um tempo bom o daquelas fotos, mas agora ta “dando um tempo”. Os risos grandes por pequenas coisas vão voltar, eu sei, estão no aguardo. As tardes e noites nas cobertas, trocando felicidades, também esperam a hora certa pra reaparecer. As surpresas no meio da semana, ligações da madrugada, passeios culturais e declarações de amor sem hora pra acontecer... ta tudo guardadinho na nossa caixinha, eu te garanto. Como dizem, tudo tem seu tempo né? E agora é o teu.

Te espero, sempre.