Me peguei pensando sobre a importância da não-materialidade-das-coisas e tive uma enorme vontade de te ligar. Eu sabia que me entenderias bem porque assim que tudo funcionava pra gente: a gente se ligava, falava sobre os grandes e pequenos problemas da humanidade, ria hum pouco, refletia, e terminava de sempre falando poeticamente sobre a gente ... de um jeito que eu nunca saberia explicar ou escrever.
Pois é, mas voltando a falar das coisas não materiais e do quanto elas são importantes... Bem, a culpa é toda tua. Coloquei no aleatório da minha playlist e o que tocou? Uhum, a nossa música. A música que um dia tocaste em melodia e perguntaste o que eu achava, pra depois completar com uma letra linda e me dar de presente. Ah menino, sabes o que significou aquilo? Acho que sabes... Eu sempre fui a mais sentimental de nós, a mais boba, a mais envolvida por palavras. Me ganhaste com elas, te despediste por elas.
Pensar sobre a importância da não-materialidade-das-coisas me faz ter uma saudade enorme de ti, da gente, daquilo que nunca foi um "nós" mas poderia ter sido, daquilo que eu costumo contar pras pessoas como um conto de fadas às avessas. A história de uma Ismália e um Pequeno Príncipe, será possível?
Olha que coisa, eu aqui de novo, dois anos depois da tua partida, me perguntando a mesma coisa de antes, de sempre.
Ah, menino, por que me lembras tanto da importância da não-materialidade-das-coisas? Por que ainda fazes tanto parte por toda parte? Por que ainda é tanto tu? Acho que a resposta é só uma, sem titubear: apesar de passageiro, és uma parte-não-material-das-coisas, do amor.
